Diversidade de gênero no conselho, gender gap index e ranking de corrupção impactam na performance? Uma análise de países emergentes
DOI:
https://doi.org/10.18568/internext.v21i1.858Palavras-chave:
Diversidade de Gênero no Conselho de Administração, Ranking de Corrupção, Gender Gap Index, PerformanceResumo
Objetivo: Este estudo tem como objetivo investigar como a igualdade de gênero e o nível de percepção de corrupção em países emergentes se relacionam com o desempenho de mercado das empresas. Além disso, examina-se se a participação feminina nos Conselhos de Administração (CA) das corporações pode exercer influência nas relações de interesse. Método: No período de 2016 a 2021, foram analisados 19 países emergentes e 14.964 empresas. Os dados foram coletados na base de dados Bloomberg, bem como nos sites do Fórum Econômico Mundial e da Transparência Internacional. A metodologia empregada foi a regressão multinível, com o Q de Tobin sendo a variável dependente e os índices Gender Gap Index (IGG) e Corruption Perceptions Index (CPI) como as principais variáveis explicativas. Principais Resultados: Os resultados sugerem que, em países emergentes com maior igualdade de gênero e, simultaneamente, com uma maior representação feminina nos Conselhos de Administração, observa-se uma performance superior. Além disso, os países com menores índices de corrupção demonstram uma performance mais elevada. Foi percebido também que países menos corruptos e com uma maior presença feminina em cargos de alto escalão proporcionam uma melhor performance. Relevância / Originalidade: Este estudo é pioneiro ao empregar metodologia multinível sofisticada para desvelar que políticas isoladas de cotas de gênero são insuficientes em países emergentes, sendo necessária a convergência entre representatividade feminina efetiva e ambientes institucionais íntegros (baixa corrupção e alta igualdade) para catalisar valor corporativo. A pesquisa oferece contribuição teórica inédita ao comprovar empiricamente o efeito não linear da participação feminina (curva U-invertido), demonstrando que a mera inclusão numérica sem poder decisório real pode reverter ganhos de performance, fornecendo insights práticos decisivos para formuladores de políticas públicas e corporativas sobre como estruturar programas de diversidade que efetivamente convertam representação em impacto econômico mensurável. Contribuições Teóricas / Metodológicas: Este estudo contribui para a compreensão de como aspectos culturais, sociais e econômicos podem influenciar as organizações.
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